Poema
CIDADE DO MEU VIVER
Onde vivo tem casa para
morar
Alguém a me cuidar
Família para
conversar
Festas para ir
Bailes para me
divertir
Com os amigos a
sorrir
Itapiranga nossa
cidade
Cinquenta e seis
anos de idade
Vinte e seis
comunidades
Dias lindos de verão
Guardados no coração
Cidade da minha
paixão
Escolas para estudar
Os conhecimentos
melhorar
Professores para
aula dar
Coisas ruins também
acontecem
Mas as pessoas
enfrentam e esquecem
Nunca de cima da
“escada” descem
Os morros subo e
desço
É com eles que eu
cresço
A essa cidade
agradeço
É o meu viver!
Nesta cidade quero
morrer
E em outra vida?
Nela nascer.
Luana H.
Gouvea
Aluna do 6º
ano
Memória
MINHA INFÂNCIA
Lembro-me bem, daqueles dias que vivíamos a vida sonhando.
Libertos de qualquer sentimento de malicia ou opressão. Onde tudo não passava
de uma brincadeira inocente.
Distante de tudo e de todos, fui criada pelos meus pais, na
mais severa disciplina e humildade. Em que a única coisa que não nos faltava,
era comida na mesa.
Rodeada pela pobreza e pela infelicidade de nunca ter tido um
brinquedo de verdade, criei o meu próprio mundo, e o denominei de planeta da
fantasia. Nele, tudo era mágico e se transformava. Um pedaço de madeira se
transformava em um lindo e veloz carro de corrida. Um pedaço de pano velho
enrolado, era a bola oficial que tinha sido utilizada na copa do mundo daquele
mesmo ano. Um graveto se transformava em uma espada indestrutível...
Enfim, sem luxo, sem tecnologia e sem dinheiro, passávamos as
tardes inventando brincadeiras e jogando conversa fora.
Bons tempos aqueles, em que tudo que eu imaginava, graças ao
meu “planeta” e a minha criatividade, se tornavam realidade.
Ana Paula
Adam
Aluna da 7ª
Série
Crônica
MATRIMÔNIO
Dezessete anos de casados já se passaram. Uma família foi
constituída. E justamente nesse laço de amor que algo marcou a vida de ambos: a
cerimônia da união.
Linda sexta-feira em meados do mês de maio, dois jovens
estavam para firmar casamento na capela de uma pequena cidade.
Noivo e noiva já estavam no altar ansiosos e como o coração
batendo forte, quando a noiva lembra-se das alianças que haviam ficado
esquecidas dentro do carro. Disfarçadamente, a dama de branco informa à sua mãe
sobre o acontecido. Ela por sua vez se retira de fininho da cerimônia e vai à
busca do automóvel. A partir de então começa uma corrida contra o tempo, pois
faltava pouco para a troca das alianças e a mesma não sabia onde localizar o
veículo.
Em alguns minutos volta com a grande serventia em mãos. Estes
poucos minutos pareciam ter se tornado em horas de aflição. A noiva pode então
respirar aliviada e finalmente ambos anunciar o tão esperado “sim” de
comprometimento.
Diana Mayer
Aluna da 1ª
Série E.M.
Artigo de Opinião
A DESCENTRALIZAÇÃO DO CRIME!
Roubos,
assaltos e homicídios são ocorrências frequentes em grandes cidades, contudo, a
criminalidade vem crescendo e se manifestando em lugares distintos, até em
zonas remotas do interior.
Nitidamente
o que se observa é uma situação preocupante, pois é inegável que as pessoas ou
famílias do meio rural adquiram medo ou desconfiança e acabem perdendo o
sossego que antes possuíam. Aliás, foi-se embora o tempo em que o índice de
criminalidade caracterizava as regiões interioranas como tranquilas, quando se
analisa em relação aos grandes centros urbanos. Isso, pois, nos dias atuais, os
crimes podem ocorrer em qualquer lugar e momento, já que nenhum criminoso
analisa ou levam em questão os fatores de localização.
Logicamente
que há regiões do interior em que não ocorre um número elevado de crimes, mas
percebe-se que houve um aumento, mesmo sendo mínimo, nos índices de violência
nestes lugares. E em verdade, destacando-se outros enfoques, não há garantias
de que, daqui a alguns anos, o setor de segurança pública esteja desenvolvido o
suficiente para diminuir o nível de criminalidade, que só tem aumentado.
Felizmente,
uma questão importante a ser ressaltada é a de que mais e mais indivíduos
possuem a oportunidade de estudar e seguir uma profissão, se distanciando do
mundo da desonestidade. Até porque, considerando-se as inúmeras escolhas que
podem ser realizadas, a pobreza ou falta de trabalho não são, nem nunca foram,
justificativa para os criminosos saírem prejudicando a vida de outras pessoas.
Tudo é relacionado ao caráter do indivíduo, além da educação recebida desde a
infância.
De
modo geral, pode-se dizer que a criminalidade, principalmente no espaço urbano,
mas também no rural, se torna presente de forma bruta e intensa, e isso é algo
que não pode ser questionado. Há a necessidade, pois, da aplicação de medidas
para evitá-la, como penas mais severas. Vale lembrar que, quando se fala em
crimes, pouco se pensa nas suas causas, já as suas consequências sim, são
exaltadas, porque são elas que deixam marcas.
Francine
Groth
Aluna da 3ª
Série E.M.