quarta-feira, 26 de setembro de 2012

OLIMPÍADA DE LÍNGUA PORTUGUESA

Textos escolhidos na fase escolar das Olimpíadas de Língua Portuguesa:
Poema

CIDADE DO MEU VIVER

Onde vivo tem casa para morar
Alguém a me cuidar
Família para conversar

Festas para ir
Bailes para me divertir
Com os amigos a sorrir

Itapiranga nossa cidade
Cinquenta e seis anos de idade
Vinte e seis comunidades

Dias lindos de verão
Guardados no coração
Cidade da minha paixão

Escolas para estudar
Os conhecimentos melhorar
Professores para aula dar

Coisas ruins também acontecem
Mas as pessoas enfrentam e esquecem
Nunca de cima da “escada” descem

Os morros subo e desço
É com eles que eu cresço
A essa cidade agradeço

É o meu viver!
Nesta cidade quero morrer
E em outra vida? Nela nascer.

Luana H. Gouvea
Aluna do 6º ano 


Memória

MINHA INFÂNCIA

Lembro-me bem, daqueles dias que vivíamos a vida sonhando. Libertos de qualquer sentimento de malicia ou opressão. Onde tudo não passava de uma brincadeira inocente.
Distante de tudo e de todos, fui criada pelos meus pais, na mais severa disciplina e humildade. Em que a única coisa que não nos faltava, era comida na mesa.
Rodeada pela pobreza e pela infelicidade de nunca ter tido um brinquedo de verdade, criei o meu próprio mundo, e o denominei de planeta da fantasia. Nele, tudo era mágico e se transformava. Um pedaço de madeira se transformava em um lindo e veloz carro de corrida. Um pedaço de pano velho enrolado, era a bola oficial que tinha sido utilizada na copa do mundo daquele mesmo ano. Um graveto se transformava em uma espada indestrutível...
Enfim, sem luxo, sem tecnologia e sem dinheiro, passávamos as tardes inventando brincadeiras e jogando conversa fora.
Bons tempos aqueles, em que tudo que eu imaginava, graças ao meu “planeta” e a minha criatividade, se tornavam realidade.

Ana Paula Adam
Aluna da 7ª Série 

Crônica

MATRIMÔNIO

Dezessete anos de casados já se passaram. Uma família foi constituída. E justamente nesse laço de amor que algo marcou a vida de ambos: a cerimônia da união.
Linda sexta-feira em meados do mês de maio, dois jovens estavam para firmar casamento na capela de uma pequena cidade.
Noivo e noiva já estavam no altar ansiosos e como o coração batendo forte, quando a noiva lembra-se das alianças que haviam ficado esquecidas dentro do carro. Disfarçadamente, a dama de branco informa à sua mãe sobre o acontecido. Ela por sua vez se retira de fininho da cerimônia e vai à busca do automóvel. A partir de então começa uma corrida contra o tempo, pois faltava pouco para a troca das alianças e a mesma não sabia onde localizar o veículo.
Em alguns minutos volta com a grande serventia em mãos. Estes poucos minutos pareciam ter se tornado em horas de aflição. A noiva pode então respirar aliviada e finalmente ambos anunciar o tão esperado “sim” de comprometimento.

Diana Mayer
Aluna da 1ª Série  E.M.

Artigo de Opinião

A DESCENTRALIZAÇÃO DO CRIME!

Roubos, assaltos e homicídios são ocorrências frequentes em grandes cidades, contudo, a criminalidade vem crescendo e se manifestando em lugares distintos, até em zonas remotas do interior.
Nitidamente o que se observa é uma situação preocupante, pois é inegável que as pessoas ou famílias do meio rural adquiram medo ou desconfiança e acabem perdendo o sossego que antes possuíam. Aliás, foi-se embora o tempo em que o índice de criminalidade caracterizava as regiões interioranas como tranquilas, quando se analisa em relação aos grandes centros urbanos. Isso, pois, nos dias atuais, os crimes podem ocorrer em qualquer lugar e momento, já que nenhum criminoso analisa ou levam em questão os fatores de localização.
Logicamente que há regiões do interior em que não ocorre um número elevado de crimes, mas percebe-se que houve um aumento, mesmo sendo mínimo, nos índices de violência nestes lugares. E em verdade, destacando-se outros enfoques, não há garantias de que, daqui a alguns anos, o setor de segurança pública esteja desenvolvido o suficiente para diminuir o nível de criminalidade, que só tem aumentado.
Felizmente, uma questão importante a ser ressaltada é a de que mais e mais indivíduos possuem a oportunidade de estudar e seguir uma profissão, se distanciando do mundo da desonestidade. Até porque, considerando-se as inúmeras escolhas que podem ser realizadas, a pobreza ou falta de trabalho não são, nem nunca foram, justificativa para os criminosos saírem prejudicando a vida de outras pessoas. Tudo é relacionado ao caráter do indivíduo, além da educação recebida desde a infância.
De modo geral, pode-se dizer que a criminalidade, principalmente no espaço urbano, mas também no rural, se torna presente de forma bruta e intensa, e isso é algo que não pode ser questionado. Há a necessidade, pois, da aplicação de medidas para evitá-la, como penas mais severas. Vale lembrar que, quando se fala em crimes, pouco se pensa nas suas causas, já as suas consequências sim, são exaltadas, porque são elas que deixam marcas.

Francine Groth
Aluna da 3ª Série E.M.